terça-feira, 18 de abril de 2017

ONU lança sistema de abastecimento de água no Haiti para combater cólera

Programa inaugurado na área de Lascahobas tem como objetivo combater a epidemia de cólera; coordenador humanitário da ONU no país disse que assegurar água potável e saneamento é crucial para eliminar doença.

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.*

A ONU inaugurou um sistema de abastecimento de água na região de Lascahobas, no Haiti, com o objetivo de combater a epidemia de cólera no país.

Até algumas semanas atrás, duas comunidades dessa área localizada nas montanhas do Haiti, Madan Mak e Loncy, estavam entre os 42% da população sem acesso à água potável.

Controle

De Porto Príncipe, no Haiti, o comandante das tropas da Missão da ONU no país, general Ajax Porto Pinheiro, falou à ONU News sobre os trabalhos no combate à doença.

"Essa é uma iniciativa que vem ao encontro do que a comunidade daqui desejava. A tendência é melhorar o sistema de abastecimento de água e purificação, mesmo porque depois do furacão nós esperávamos um agravamento dessa crise de epidemia de cólera. A quantidade de casos foi menor até do que se previa inicialmente. Agora é corrigir, resolver da melhor forma possível esse problema que é sério no país."

Segundo o general da Minustah, Ajax Porto Pinheiro, os casos de cólera estão sob controle.

O coordenador humanitário das Nações Unidas e vice-representante do secretário-geral no país, El-Mostafa Benlamlih, afirmou que todos "os esforços para assegurar o fornecimento de água potável e saneamento básico são cruciais para eliminar o cólera".

Tratamento

Segundo ele, a erradicação da doença pode ser alcançada a médio prazo, em dois ou três anos, se as autoridades derem ênfase a uma ação imediata na capacidade de resposta e gestão e tratamento da água.

Desde 2010, a epidemia de cólera afetou diretamente 805 mil pessoas no Hati. Segundo dados oficiais do governo, quase 9,5 mil haitianos morreram até 11 de março deste ano.

Os esforços implementados pela ONU com apoio da comunidade internacional no país conseguiram reduzir em 90% o número de casos suspeitos da doença comparado com os registros feitos em 2011.a

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