sexta-feira, 24 de março de 2017

Japão sacrifica quase 300.000 animais para conter a gripe aviária

Tóquio - O Japão decidiu sacrificar mais de 280.000 frangos em uma nova tentativa de conter um foco de gripe aviária que afeta o país, o que levou o governo a matar 1,67 milhão de animais desde Novembro, anunciou o ministério da Agricultura, informou a AFP.

Os novos casos afetam os municípios de Miyagi (nordeste do país, 220.000 aves) e Chiba (ao sudeste de Tóquio, 68.000 aves), depois que o vírus H5 foi detectado em duas granjas.

O ministério da Defesa enviou 370 homens à região para ajudar os agricultores na operação.

O foco de gripe aviaria, o primeiro no Japão desde Janeiro de 2015, começou em Novembro do ano passado no município de Aomori (norte) e depois afectou outras áreas do norte (Niigata, Hokkaido) e do sul do país (Miyazaki, Kumamoto).

Fonte: Angop.

terça-feira, 21 de março de 2017

Escândalo da carne adulterada agita mercados e cria tensão no Brasil

Brasília - A China, o Chile e a União Europeia (UE) fecharam segunda-feira, total ou parcialmente, os seus mercados às carnes brasileiras, após a revelação de suspeitas de produtos adulterados para o consumo humano em 21 frigoríficos, informou a AFP.



As denúncias atingem em cheio a JBS e BRF, dois gigantes do sector no país, primeiro exportador mundial de carne de boi e de frango, que luta para sair de dois anos de recessão.

Também colocaram sob tensão a relação do Brasil com alguns dos seus parceiros comerciais, a começar com o Chile, contra quem ameaçou retaliações em caso de encerramento total do mercado.

"Esperamos que mais de 30 países questionem o Brasil por este assunto", disse o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, em conferência de imprensa em Brasília.

Mas se todos impedirem a entrada das carnes, será "um desastre" para o Brasil, admitiu.

Maggi destacou que os funcionários brasileiros estavam a explicar aos importadores que a denúncia da Polícia Federal sobre o comércio de produtos expirados ou em mau estado de conservação supostamente adulterados, em alguns casos com ácido, está restrita "a 21 frigoríficos", cujas atividades de exportação já foram suspensas.

Mais de 30 pessoas foram detidas e três dos 21 frigoríficos investigados estão fechados temporariamente.

A China - segundo comprador de carne de boi e de frango do Brasil – congelou a entrada deste produto, à espera de explicações sobre o caso.

O Chile, sexto importador de carne vermelha brasileira, decretou um bloqueio temporário.

Maggi advertiu que se o país não restringir o veto aos 21 frigoríficos investigados, poderá haver "uma reação mais forte" do Brasil, e assegurou que já tem o aval do presidente Michel Temer.

"Nós somos grande importadores de produtos do Chile - peixes, frutas - e os produtores brasileiros reclamam que deveríamos criar barreiras", acrescentou o ministro.

A Coreia do Sul, que tinha suspenso a distribuição de frangos já importados para "verificar a qualidade da mercadoria", cancelou a medida na manhã desta terça-feira, após verificar que as
aves procedentes do Brasil estão em bom estado.

A União Europeia (UE), por sua vez, pediu ao Brasil "que elimine de imediato todos os estabelecimentos envolvidos no escândalo da lista aprovada pela UE", disse o porta-voz da Comissão Europeia, Enrico Brivio.

A investigação chamada "Carne Fraca" coincide com os esforços para acelerar o acordo de comércio-livre entre o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e a UE, que tem no sector alimentício uma das suas maiores preocupações.

Temer afirmou no domingo que "a maneira como se deu a notícia pode ter criado uma preocupação muito grande" e convidou um grupo diplomático para ir a uma churrascaria em Brasília.

As imagens do presidente a comer com entusiasmo pedaços de carne estamparam os jornais.

Com a economia em queda e o desemprego a afetar 13 milhões de brasileiros, uma crise na produção de carne é a última coisa que o país necessita.

A indústria faturou mais de 13 bilhões de dólares em 2016 e emprega direta ou indiretamente seis milhões de pessoas.

Em 2016, as exportações de carne de frango superaram os 5,9 bilhões de dólares e as de carne bovina chegaram a 4,3 bilhões, segundo dados do Ministério de Desenvolvimento e Comércio Exterior (MDIC).

O setor frigorífico e os exportadores de carnes alertaram que colocar em xeque a qualidade dos produtos brasileiros favorecerá a concorrência.

Fonte: ANGOP.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Prova Brasil: metade dos professores não consegue cumprir conteúdo planejado

Metade dos professores do ensino fundamental (51%) conseguiu desenvolver pelo menos 80% do conteúdo previsto para o ano. Na outra ponta, 11% concluíram menos de 60% daquilo que deveria ter sido ensinado aos alunos.

Os dados são do questionário da Prova Brasil 2015, aplicado a diretores, alunos e professores do 5º e do 9º ano do ensino fundamental de todo o país. As informações foram organizadas e divulgados hoje (20) na plataforma QEdu (www.qedu.org.br)

Quando considerados apenas os professores do 9º ano, menos da metade (45%) desenvolveu pelo menos 80% do conteúdo previsto para as turmas que fizeram a Prova Brasil em 2015. Já entre os professores do 5º ano, a porcentagem chega a 55%. A questão foi respondida por mais de 262 mil professores.

A maioria dos professores (91%) disse ainda que gasta até 20% do tempo da aula com tarefas administrativas como fazendo a chamada ou preenchendo formulários. Outros 20% da aula são gastos para manter a ordem e a disciplina em sala de aula para 70% dos professores.

O tempo que resta para atividades de ensino e aprendizagem é de menos de 80% do total para 57% dos professores. Considerando uma aula de 50 minutos, isso significa que, nos melhores cenários, menos de 40 minutos são dedicados de fato ao ensino.

Segundo o pesquisador da Fundação Lemann, sediada em São Paulo, Ernesto Faria, os dados são preocupantes. "Os alunos não estão tendo acesso a conteúdos importantes. Os professores conseguem cumprir uma parte, mas conteúdos importantes sequer são apresentados", disse.

O resultado pode ser visto no desempenho dos estudantes brasileiros na última divulgação da Prova Brasil. A avaliação de 2015 mostrou que, ao deixar a escola, no fim do ensino médio, apenas 7,3% dos estudantes aprendem o mínimo adequado em matemática e 27,5% em português.

De acordo com Faria, esses dados podem ser usados para se pensar a Base Nacional Comum Curricular, que atualmente está em discussão no Ministério da Educação. A base deverá orientar o que deve ser ensinado em cada etapa escolar.

"Não basta só ter um documento e currículo de altas expectativas e não resolver problemas de material didático e estratégias para aprendizagem. Não adianta ter um currículo bom, mas não cumprido na sala de aula", afirma. Os questionários foram respondidos por 52.341 diretores, 262.417 professores e 3.810.459 estudantes.

Condições de trabalho
Os problemas nas escolas são diversos. Segundo a maior parte dos diretores (70%), o ensino foi dificultado por falta de recursos financeiros. Mais da metade (55%) disse ter enfrentado dificuldades por falta de recursos pedagógicos.

Os dados mostram ainda que a maioria dos professores trabalha 40 horas ou mais (66%) e que 40% deles lecionam em duas ou mais escolas. Pelo menos um terço (34%), ganhavam, como professores, menos do que o piso salarial estabelecido pela Lei do Piso (Lei 11.738/2008) para aquele ano, que era de R$ 1.917,78.

A professora Cleonice Santos, 43 anos, concilia mais de um trabalho. Durante o dia, dá aulas de português para o 9º ano do ensino fundamental no Centro de Ensino Fundamental 10 do Gama, no Distrito Federal. À noite, leciona no ensino médio do Centro de Ensino Médio 2 do Gama.

"Tenho uma vida muito corrida. Trabalho de manhã, saio da escola, ajudo minhas filhas com o dever de casa, deixo nas escolas onde estudam, volto para a minha à tarde. Depois busco as minhas filhas, ajudo com o dever do dia seguinte e vou para a escola à noite. É corrido, cansativo, mas consigo levar com planejamento. Cleonice disse gostar muito da profissão. Consegue concluir o conteúdo do ensino fundamental, mas não do médio. Quando perguntada se se sente desvalorizada, Cleonice responde: "Estou em greve".

Assim como Cleonice, 30% dos professores acreditam que a sobrecarga, que dificulta o planejamento da aula, atrapalha a aprendizagem dos alunos; e 29% opinam que a insatisfação e o desestímulo com a profissão impactam também no aprendizado dos estudantes.

Considerando todas as escolas em que o professor trabalha, atualmente 36% gastam menos de um terço da carga horária para o planejamento das aulas. Pela Lei do Piso, esse é o tempo garantido ao professor para que planeje as atividades a serem desenvolvidas em sala de aula.

"Infelizmente, continuamos com muitas dificuldades. A começar pela própria infraestrutura das escolas. Temos reclamações de professores com salas superlotadas, salas muito quentes, que atrapalham o aprendizado, falta de luz, de água. Isso tudo somado ao não cumprimento da Lei do Piso", afirmou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo. "Os governantes dizem que os alunos são prejudicados só quando tem greve. Isso não é verdade, eles precisam tomar uma atitude porque os alunos são prejudicados o ano inteiro", finaliza.

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil.
Edição: Kleber Sampaio.

domingo, 19 de março de 2017

Livro “Biomas do Brasil” - Faça o seu download aqui!

Lançamento da Edição Digital do livro BIOMAS DO BRASIL: da exploração à convivência. 

A informação foi publicada por Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social, 13-03-2017. 

Está sendo lançada a edição digital do livro BIOMAS DO BRASIL – da exploração à convivência

Escrito por Ivo Poleto e disponibilizado gratuitamente para todas as pessoas que desejarem

– conhecer melhor os biomas brasileiros,

– refletir criticamente sobre a situação atual em que se encontram

– e repensar o Brasil a partir deles.

A versão digital, em pdf, pode ser acessada aqui: 

Fonte: Instituto Humanitas Unisinos - IHU.

Turquia: Iniciou construção de ponte suspensa mais longa do mundo


Turquia - As obras de construção da ponte suspensa mais longa do mundo começaram neste sábado na Turquia com o objetivo de abrir uma nova via de união entre a Europa e a Ásia, sobre o estreito de Dardanelos.

A ponte, que terá seis pistas, deixará um espaço livre de 2.023 metros entre seus pilares principais para facilitar a navegação entre os mares Egeu e de Mármara, indicou a agência de notícias do governo, Anatólia.

A construção deverá ser inaugurada em seis anos, para o centenário de criação da República turca por Mustafa Kemal Atatürk, em 2023.

O projeto, com um custo estimado de 2,76 bilhões de dólares, está a cargo de um consórcio integrado pelas empresas sul-coreanas SK e Daelim, associadas às empresas turcas Limak e Yapi Merkezi.

O início dos trabalhos coincide com o dia de comemoração da batalha dos Dardanelos, que começou em Março de 1915, em que durante nove meses as tropas francesas e inglesas enfrentaram as do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial.

Esta ponte será a primeira sobre o estreito de Dardanelos. Seu espaço entre os pilares superará em 32 metros a japonesa Akashi Kaikyo como a ponte suspensa mais longa do planeta.

*Com informações da Angop.